Um dos jogos mais insanos do Brasil aconteceu quando a maioria de nós nem sonhávamos em nascer. Talvez nem nossos pais. O ano era 1958 e Santos e Palmeiras se enfrentaram pelo Torneio Rio-São Paulo. A partida terminou com 13 gols marcados! Santos 7x6 Palmeiras.
Antes, é preciso dizer que o Torneio Rio-São Paulo era uma das competições de maior destaque do país naquela época. Os fortes times cariocas e paulistas duelavam ano a ano pelo título. Sendo assim, vamos ao jogo. Em março de 1958, no Pacaembu, Santos e Palmeiras se enfrentaram.
Os dois times tinham grandes jogadores no elenco, alguns que seriam campeões da Copa do Mundo no mesmo ano. Pelé, Pepe e Zito pelo Santos e Mazzola em sua última temporada no Palmeiras antes de ir para a Itália. O Santos ainda não era ~aquele~, mas já demonstrava seu potencial.

O jogo começou frenético com Urias abrindo o placar para o Palmeiras. O Santos reagiu e virou com gols de Pelé e Pagão. O palmeirense Nardo empatou em 2x2 e aí o Santos começou o show: Dorval, Pepe e Pagão marcaram e deixaram o alvinegro em vantagem para o 2º tempo: 5 a 2.
Zito, jogador do Santos, deu uma entrevista ao Globo Esporte há alguns anos e lembrou que chegou no vestiário dizendo "cinco vira, dez acaba, vamos detonar o Palmeiras hoje". Mal sabia ele a loucura que aconteceria no 2º tempo.

Paulinho, Mazzola (2 gols) e Urias viraram o jogo mais uma vez em apenas 18 minutos! O placar marcava Palmeiras 6x5 Santos aos 34' e as torcidas estavam em transe no estádio: uma de felicidade e a outra de incredulidade. Mas, por incrível que pareça, o jogo não estava decidido!
O excelente atacante Pepe marcou mais duas vezes e revirou o jogo para o Santos. O gol da vitória foi marcado aos 41 minutos, dando números finais ao jogo: 7x6 para o Peixe.
A partida foi tão insana que há relatos de que 5 pessoas morreram do coração (sério).


Pepe e Mazola viviam dizendo que esse foi um dos jogos mais emocionantes e marcantes da carreira deles. Também, como não ser????? Infelizmente os registros dessa partidaça são raros e não podemos assisti-la e sentir um pouco da emoção vivida no estádio naquele dia.

Por Fernanda Lima.
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